(OBS.:Achei muito interessante e resolvi colocar aqui)
Poucas coisas têm mais capacidade para destruir o bom
relacionamento entre esposos do que os problemas financeiros. Segundo conselheiros
matrimoniais, eles seguem de perto os conflitos na área sexual. Carol
Weaverling, do Serviço de Consulta a Famílias, em Wichita, Kansas, diz o
seguinte: “A maioria de nossas famílias tem dinheiro suficiente para satisfazer
às suas necessidades básicas; o problema é a administração do dinheiro”.
Esta também é uma realidade aqui no
Brasil. Para a felicidade financeira, marido e esposa precisam de um acordo -
se não escrito, pelo menos compreendido – que estabeleça como vão trabalhar
juntos nos ganhos, na economia e nos gastos; o que vão dar; e como vão evitar o
impulso de comprar – um problema real em muitos casamentos infelizes.
Robert Hastings indica que o gerenciamento do dinheiro não é tanto uma técnica,
mas, sim, uma atitude. As atitudes se relacionam com as emoções. Portanto ,
gerenciar o dinheiro envolve controlar as emoções. Se temos de controlar o
dinheiro, devemos aprender a nos controlar. O uso indisciplinado do dinheiro
geralmente revela pessoas indisciplinadas.
Dewitt L. Miller em “Se Dois Devem Tornar-se Um”, escreve: “Vale a pena notar
também que um casal que mantém cuidadosa contabilização da forma como seu
dinheiro é aplicado, em quase todos os casos, gasta menos e mais sabiamente do
que um casal que não mantém nenhum registro contábil”.
Quanto mais os cônjuges são capazes de se abrir um para o outro em questões de
finanças, mais eles experimentarão cooperação e compreensão. Os filhos também
deverão participar deste esforço, de modo que também aprendam a
responsabilidade de fazer com que gastos correspondam aos ganhos.
“Mediante uso inapropriado ou desavisado, ...o dinheiro tornar-se-á um laço
para o seu possuidor”.
I – Administração do Lar
Administrar um lar é um meio, um processo para se obter bem-estar. É um
processo contínuo, no qual cada casal poderá trabalhar para melhorar a vida da
família. É um processo que varia de família para família, dependendo da pessoa
que administra, dos recursos de que dispõe e do uso deles.
Um grande número de famílias, apresentam discussões na questão da
“administração do lar”. Portanto, é bom que vocês noivos, desde já, sintam a
necessidade de conversarem algumas coisas que poderão contribuir para boa
administração do lar.
- Depois de casados, sua esposa
continuará trabalhando fora?
- Quem ficará responsável pelo orçamento: o marido, a mulher ou ambos?
- Vocês terão conta bancária em conjunto ou separada?
- Se ambos trabalharem, quem arcará com as despesas de casa? o marido, a esposa
ou os dois?
Lembrem-se noivos que, tudo isso deve estar bem definido antes do casamento. No
noivado os jovens sonham com um lar assim: uma casinha, os dois apaixonados,
românticos e felizes para sempre; e mais tarde os filhos. Mas, não são poucas
às vezes que o sentimentalismo, a fantasia, a falta de preparação pré-matrimonial,
dificultam a tomada de consciência do novo estado de vida. E, no entanto
inúmeros fatores, tidos às vezes como secundários, poderão desmoronar um lar.
Por isso, vocês devem dar importância aos problemas econômicos da família, e
suas repercussões. Pequeno ou grande, o patrimônio do casal deve ser
administrado pelos dois, com uma finalidade bem determinada.
O padrão de vida deverá ser proporcional as possibilidades da família. Deverá,
no entanto, ser isenta de ostentações vulgares e de vaidade. Não se esqueçam
que, não é tanto a quantia da renda da família que tem trazido atritos ao
casamento, mas sim a má administração dos recursos, esse sim, tem sido a fonte
de desequilíbrio financeiro, emocional e familiar.
II – A Quem Cabe Administrar?
Os dois devem assumir as responsabilidades presentes e futuras, planejando
juntos, tomando decisões juntos, com absoluta sinceridade, de quanto podem
dispor para as despesas com a família e o lar.
Na hipótese de ambos trabalharem fora, mesmo que tenham contas separadas,
procurem eliminar as palavras “meu dinheiro”. Não percam de vista que a renda
de ambos, constitui-se a renda familiar. Não se esqueçam que:
- Ao casal cabe resolver os problemas de comum acordo.
- Ao marido, em geral, cabe as grandes iniciativas; à esposa os gastos
cotidianos e a administração do dia-a-dia.
- O planejamento a longo prazo deve ser feito sempre a dois.
- Sempre será indispensável a confiança mútua.
III – Requisitos de Um Bom Administrador
- Realismo – não desejar possuir além das possibilidades
reais.
- Senso de economia – não gastar demasiadamente, principalmente com o
supérfluo.
- Responsabilidade – não contrair encargos que não tenha segurança de
atendê-los.
- Coragem – confiança na própria capacidade de superar obstáculos, se os mesmos
surgirem.
- Franqueza – não esconder um ao outro, dificuldades financeiras.
- Simplicidade – não desenvolver a tentação da ostentação e do luxo.
- Capacidade de poupança – saber viver dentro da renda familiar, sempre visando
a economia
A boa administração dos recursos do casal favorece o entendimento entre
esposos. É erro querer TER mais, para SER mais. Deixar-se dominar pela
propaganda que cria necessidades supérfluas, cuja satisfação cria desequilíbrio
financeiro da família. Juntos, vocês devem estabelecer o padrão de vida de
acordo com as possibilidades financeiras.
IV – Vantagens de Um Orçamento Doméstico
As necessidades variam de família para família e na mesma família variações
de acordo com a época e as circunstâncias. Com um pouco de esforço, qualquer
família pode preparar um orçamento que atenda suas necessidades. Três coisas
devem ser feitas:
1 – Determinar os rendimentos.
2 – Determinar as despesas.
3 – Manter a contabilidade.
Há uma hierarquia de valores que se impõe:
- Artigos de absoluta necessidade (imprescindível).
- Artigos de necessidade (úteis ao status profissional ou social da família).
- Necessidades convencionais (outros artigos).
V- As Despesas Podem ser Classificadas em:
1 – Fixas – aluguel, alimento, contas (água, luz, gás, telefone), transporte,
empregada, etc.
2 – Variáveis – vestuário, remédio, consertos, utilidades para o lar.
3 – Extras – diversões, viagens e férias.
4 – Fundos – economias para médicos, e aquisição de bens (carro, casa,
terrenos, etc).
VI – Tenham Sempre Esses Pontos em Mente:
- Eduquem-se em assuntos financeiros básicos – comprar carro, casa e
empréstimos.
- Saibam diferenciar entre a necessidade e a vontade – desenvolva a resistência
mental diante do desejo de comprar coisas desnecessárias. Não permitam que o
desejo vá além das possibilidades.
- Comprem a dinheiro sempre que possível – o sistema de crédito em alguns
casos, cobra juros que excede o valor da própria compra.
- Procurem livrar-se das dívidas sem demora.
- Façam uma lista dos gastos que precisam realizar segundo a prioridade de
vocês.
- Estabeleçam um sistema próprio de valor – perguntem a vocês mesmos: Estamos
dispostos a sacrificar as coisas que são mais importantes que o dinheiro, que
são, o bom nome, a consciência limpa, a paz de espírito, segurança, lealdade,
etc?
- Cuidem para não comprarem coisas que logo se depreciam.
- Tomem cuidado ao emprestarem dinheiro para qualquer pessoa.
- Nunca ponham Deus de escanteio – lembrem-se que é Ele que lhes dará força,
saúde e condições, para que vocês tenham como manter o lar e a família.
Portanto, deduzam a parte de Deus: dízimo e ofertas.
- Disciplinem suas compras – perguntem à vocês mesmos: Oferece as vantagens que
assegura o preço? O uso disso justifica o gasto? Estamos comprando mais do que
necessitamos? Poderemos comprar mais tarde numa liquidação ou custará mais em
outro lugar? É algo que realmente necessitamos?
VII – Sete Razões Para se Ter um Orçamento Familiar
1 – Orienta quanto aos alvos da família.
2 – Estabelece controle dos gastos.
3 – Provê a necessária disciplina.
4 – Sistematiza as doações para Deus.
5 – Provê para os imprevistos.
6 – Une a família no processo de decisão.
7 – Ajuda na administração daquilo que Deus lhes dá.
Se vocês desejam usufruir de um relacionamento conjugal plenamente
satisfatório, a competência para lidar com dinheiro é absolutamente essencial.
Pois nada consegue atrapalhar um relacionamento mais depressa do que, os
problemas associados com a má administração do dinheiro.